segunda-feira, 24 de março de 2008
Instituto Vital Brasil
Instituto Vital Brazil
O Instituto Vital Brazil S. A. (Centro de Pesquisas, Ensino, Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos, Medicamentos, Insumos e Tecnologia para Saúde), foi criado em julho de 1919, pelo médico Vital Brazil Mineiro da Campanha.
Ocupa uma área de 100 mil m² e edificação de 20 mil m², no bairro de Santa Rosa, na cidade de Niterói, RJ.
Atuação
O Instituto Vital Brazil é um dos laboratórios oficiais existentes no Brasil. Atende a todo o setor público, com a produção de aproximadamente 50 medicamentos, produtos biológicos, quimioterápicos e imunobiológicos de uso humano, soro antiofídico e realiza estudos e pesquisas nestes campos além do econômico e social.
Serviços que vão dos diagnósticos laboratoriais e epidemiológicos a programas de controle de doenças que ameacem a saúde pública do Estado do Rio de Janeiro.
A linha de quimioterápicos envolve, entre outros produtos, os antibióticos, anti-hipertensivos, anti-retrovirais, anti-parasitários e analgésicos.
Entre os imunobiológicos, destaque para os soros hiperimunes.
Desde 2001, o IVB é o único a produzir soro contra picadas da aranha viúva negra, cujo veneno é muito tóxico e que pode levar à morte.
A demanda é nacional.
O soro antiaracnídeco faz parte da linha de produção do IVB e é distribuído regularmente ao Ministério da Saúde.
Prédio sede do IVB
O prédio sede do IVB é um orgulho.
Trata-se de um exemplar da arquitetura brasileira, projetado e construído por Álvaro Vital Brazil, então com 34 anos, filho do cientista Vital Brazil e um dos grandes nomes da arquitetura moderna brasileira, ao lado de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, os irmãos Marcelo e Milton Roberto, Afonso Reidy, Gregori Warchavchik, Roberto Burle Marx e Rino Levi, grandes mestres do século XX e que marcaram o período áureo da nossa arquitetura, entre as décadas de 30 e 60.
Trata-se de uma edificação de quatro andares, projetado e construído durante quatro anos e meio e que ocupa uma área de 4.960 m² num terreno de 107.900 m².
Usa elementos característicos do modernismo, como os grandes pilotis redondos e a fachada com pequenos quadrados de vidro, que garantem a iluminação dos corredores e salas. Como na época elevador era usado apenas para transporte de carga, a escada é larga para facilitar a passagem de funcionários, visitantes etc.
O bairro Vital Brazil
Em Niterói, é um dos menores da cidade, limita-se com São Francisco, Icaraí e Santa Rosa e surgiu em função do IVB, que instalou-se em área doada pelo governador Raul de Morais Veiga para instalação da sede do instituto, que antes funcionava em Icaraí (Rua Gavião Peixoto, 360). As "instalações melhores" foram construídas numa grande área onde até 1919 funcionava uma olaria. Esta área pertenceu às fazendas Santa Rosa e Cavalão, vendidas e parceladas. As atuais instalações foram inauguradas em 11 de setembro de 1943 com a presença do presidente da República, Getúlio Vargas.
Unidade de produção de plasma
Às margens da Rodovia Via Lagos, em Rio Bonito, fica a Fazenda Castelo usada como unidade de produção de plasma. São 27 alqueires, onde são criados 127 cavalos mestiços usados para a produção de plasma, matéria-prima para produção dos soros produzidos pelo IVB. No ano passado foram produzidos 6,6 mil litros de plasma e a previsão para 2007 é de 7 mil litros.
Museu Vital Brazil
Na cidade de Campanha, a mais antiga do Sul de Minas Gerais, a casa onde o cientista nasceu abriga hoje um pequeno museu. Construída em 1830, com arquitetura do período colonial, telhas feitas a mão por escravos e paredes de pau-a-pique, a casa foi comprada pelo próprio cientista com esta intenção.
Ali estão expostos aos visitantes pesquisas, documentos, certidões, fotografias e livros. Inaugurado aconteceu em 1988, o local funciona hoje como centro divulgador dos trabalhos e da vida do cientista.
Sangue Elemento da Vida
Sangue
Lâmina de sangue humano: hemácias;/ neutrófilo;/ eosinófilo;/ linfócito.
Sangramento em um dedo
O sangue é um tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais vertebrados.
O sangue é criado na medula ossea vermelha e tem como função a manutenção da vida do organismo constituído por diversos tipos de células (ocasionalmente chamadas de corpúsculos); esses elementos figurados (ou formadores) constituem a parte "sólida" do sangue e cerca de 45% de volume total.
Já os 55% restantes são formados de uma parte líquida chamada plasma (ou soro - plasma sem fibrinogênio) e de aproximadamente 45% de outros componentes que agrupados constituem os elementos figurados do sangue.
São dividos em Leucócitos ou Glóbulos Brancos (células de defesa), Glóbulos vermelhos, eritrócitos ou Hemácias (transporte de Oxigênio) e Plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).
O sangue dos animais
As células do sangue de um animal são de 3 tipos: hemácias (ou eritrócitos, glóbulos vermelhos), leucócitos (ou glóbulos brancos) e plaquetas (ou trombócitos).
O plasma, o componente líquido, é formado por 90% de água, 1% de substâncias inorgânicas (como potássio, sódio, ferro, cálcio), 7% de proteínas plasmáticas (albumina, imunoglobulinas e fibrinogénio, principalmente) e 1% de substâncias orgânicas não protéicas, resíduos resultantes do metabolismo, hormonas (hormônios).
Apresenta dissolvidos gases como oxigênio e gás carbônico. Devido à presença da molécula da hemoglobina nas hemácias, nos animais vertebrados o sangue é de cor vermelha.
Doação de sangue
A doação de sangue é um processo no qual um doador de sangue voluntário tem seu sangue recolhido para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subseqüente em uma transfusão de sangue.
Transfusão
A transfusão sangüínea é realizada para repor a perda do fluido corpóreo devido a alguma doença ou trauma grave que venha a trazer perda substancial que não possa ser reposta pela própria pessoa.
Saúde e doença
Diagnóstico
O exame de sangue e de pressão sanguínea estão entre os mais comumente métodos de diagnóstico investigativo que envolve o sangue.
Patologia
Problemas com a circulação sanguínea desempenham um papel importante em diversas doenças, por exemplo:
Isquemia
Hemofilia
Leucemia
O sangue é um importante fator de infecção por HIV, o vírus que causa a SIDA.
Tratamento
A transfusão de sangue é o modo mais direto de uso terapêutico de sangue.
Ele é obtido através da doação de sangue.
Como existem diferentes tipos de sangue, e a transfusão de um tipo errado pode causar muitas complicações no receptor, são feitos exames de compatibilidade.
Outros produtos do sangue administrados intravenosamente são as plaquetas, plasma sanguíneo e concentrados de fator de coagulação específicos.
Muitas formas de medicação (dos antibióticos à quimioterapia) são administradas intravenosamente, já que elas não podem ser prontamente ou adequadamente absorvidas pelo trato digestivo.
Como dito acima, algumas doenças ainda são tratadas com a remoção de sangue da circulação.
Sangue Geral
Plasma - Células tronco hematopoiéticas
Leucócitos
linfóides
Linfócitos T: Citotóxico CD8+, Auxiliar CD4+/Regulatório, γδ, Linfócito T matador natural/Célula NK (Célula matadora ativada por linfocina)Linfócitos B: Plasmócito, De memória
mielóides
Granulócitos (Neutrófilo, Eosinófilo, Basófilo) - Precursores de mastócitosCélulas dendríticas (Células de Langerhans, Células dendríticas foliculares)Monócitos/Macrófagos (Histiócitos, Células de Kupffer, Célula gigante de Langerhans, Micróglia, Osteoclastos)
Plaquetas/
Trombócitos - mielóides-Megacarioblasto - Megacariócito-Hemácias - mielóides-Reticulócito - Normoblasto - Eritroblasto-v • d • e • hSistema circulatório
Sangue
Coração → Aorta → Artéria → Arteríolas → Capilares → Vênulas → Veias → Veia cava → Coração → Artérias pulmonares → Pulmões → Veia pulmonar
v • d • e • hHistologia: Tecido conjuntivo
Classificação Próprio (frouxo/areolar, denso, adiposo marrom e branco, reticular) embrionário (mucoso, mesenquimal)
especializado (cartilagem, osso, sangue),Matriz extracelular,
substância intercelular (fluido intersticial)
fibras (colágeno, fibra reticular, fibras elásticas)
Células fixas (fibroblasto, adipócito, condroblasto, osteoblasto), célula amebóide
SUS-Sistema Único de Saúde
Sistema Único de Saúde
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. Anteriormente, a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social; os demais eram considerados "indigentes" e eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil.
História
Antes do advento do Sistema Único de Saúde (SUS), a atuação do Ministério da Saúde se resumia às atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças (por exemplo, vacinação), realizadas em caráter universal, e à assistência médico-hospitalar para poucas doenças; servia aos indigentes, ou seja, a quem não tinha acesso ao atendimento pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social.
O INAMPS foi criado pelo regime militar em 1974 pelo desmembramento do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), que hoje é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); era uma autarquia filiada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (hoje Ministério da Previdência Social), e tinha a finalidade de prestar atendimento médico aos que contribuíam com a previdência social, ou seja, aos empregados de carteira assinada. O INAMPS dispunha de estabelecimentos próprios, mas a maior parte do atendimento era realizado pela iniciativa privada; os convênios estabeleciam a remuneração por procedimento, consolidando a lógica de cuidar da doença e não da saúde.
O movimento da Reforma Sanitária nasceu no meio acadêmico no início da década de 70 como forma de oposição técnica e política ao regime militar, sendo abraçado por outros setores da sociedade e pelo partido de oposição da época — o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), atual Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Em meados da década de 70, com o fim do milagre econômico, ocorreu uma crise do financiamento da previdência social, com repercussões no INAMPS. Em 1979 o general João Baptista Figueiredo assumiu a presidência com a promessa de abertura política, e de fato a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promoveu, no período de 9 a 11 de outubro de 1979, o I Simpósio sobre Política Nacional de Saúde, que contou com participação de muitos dos integrantes do movimento e chegou a conclusões altamente favoráveis ao mesmo; ao longo da década de 80 o INAMPS passaria por sucessivas mudanças com universalização progressiva do atendimento, já numa transição com o SUS.
A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história do SUS por vários motivos. Foi aberta em 17 de março de 1986 por José Sarney, o primeiro presidente civil após a ditadura, e foi a primeira CNS a ser aberta à sociedade; além disso, foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária. A 8ª CNS resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), um convênio entre o INAMPS e os governos estaduais, mas o mais importante foi ter formado as bases para a seção "Da Saúde" da Constituição brasileira de 5 de outubro de 1988. A Constituição de 1988 foi um marco na história da saúde pública brasileira, ao definir a saúde como "direito de todos e dever do Estado".
A implantação do SUS foi realizada de forma gradual: primeiro veio o SUDS; depois, a incorporação do INAMPS ao Ministério da Saúde (Decreto nº 99.060, de 7 de março de 1990); e por fim a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990) fundou o SUS. Em poucos meses foi lançada a Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que imprimiu ao SUS uma de suas principais características: o controle social, ou seja, a participação dos usuários (população) na gestão do serviço.
O INAMPS só foi extinto em 27 de julho de 1993 pela Lei nº 8.689.
Princípios do SUS
Cartão do SUS em São Paulo.
O Sistema Único de Saúde teve seus princípios estabelecidos na Lei Orgânica de Saúde, em 1990, com base no artigo 198 da Constituição Federal de 1988. Os princípios da universalidade, integralidade e da eqüidade são às vezes chamados de princípios ideológicos ou doutrinários, e os princípios da descentralização, da regionalização e da hierarquização de princípios organizacionais, mas não está claro qual seria a classificação do princípio da participação popular.
Universalidade
"A saúde é um direito de todos", como afirma a Constituição Federal. Naturalmente, entende-se que o Estado tem a obrigação de prover atenção à saúde, ou seja, é impossível tornar todos sadios por força de lei.
Integralidade
A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos; tanto os individuais quanto os coletivos. Em outras palavras, as necessidades de saúde das pessoas (ou de grupos) devem ser levadas em consideração mesmo que não sejam iguais às da maioria.
Eqüidade
Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde; como, no entanto, o Brasil contém disparidades sociais e regionais, as necessidades de saúde variam. Por isso, enquanto a Lei Orgânica fala em igualdade, tanto o meio acadêmico quanto o político consideram mais importante lutar pela eqüidade do SUS.
Participação da comunidade
O controle social, como também é chamado esse princípio, foi melhor regulado pela Lei nº 8.142. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências de Saúde, que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis, e através dos Conselhos de Saúde, que são órgãos colegiados também em todos os níveis.
Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas, o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto.
Descentralização político-administrativa
O SUS existe em três níveis, também chamados de esferas: nacional, estadual e municipal, cada uma com comando único e atribuições próprias. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde; as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo", ou seja, baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido, e não no número de atendimentos.
Hierarquização e regionalização
Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade; o nível primário deve ser oferecido diretamente à população, enquanto os outros devem ser utilizados apenas quando necessário.
Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde, melhor a eficiência e eficácia dos mesmos.
Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência, ou seja, é responsável pela saúde de uma parte da população.
Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla, abrangência a área de vários serviços de menor complexidade.
Ser eficiente e eficaz, produzindo resultados com qualidades.
A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios:
Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;
Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;
Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário;
Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática;
Integração, em nível executivo, das ações de saúde, meio-ambiente e saneamento básico;
Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na prestação de serviços de assistência à saúde da população;
Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência e Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.
Areas de atuação
Assitência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;
Controle e fiscalização de alimentos, água e bebidas para o consumo humano;
Orientação familiar;
Participação na area de saneamento;
Participação na preparação de recursos humanos;
Saúde do trabalhador
Vigilância epidemiológica;
Vigilância nutricional;
Vigilância sanitária.
Financiamento
Um bom trabalho está sendo feito, principalmente pelas prefeituras, para levar assitencia à saúde aos mais distantes sertões, aos mais pobres recantosdas periferias urbanas. Por outro lado, os tecnicos em saúde pública há muito deteectou um ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde.
Outro problema é a heterogeneidade de gastos, prejudincando os Estados e os municípios que têm orçamentos mais generosos, pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. Assim, em 1993 odeputado federal Eduardo Jorge apresentou uma Emenda Constitucional visando garantir financiamento maior e mais estavel para o SUS, semelhante foi ao qeu a educação já tem há alguns anos. Proposta semelhante foi apresentada no legislativo de São Paulo pelo deputado estadual Roberto Gouveia(Pec 13/96).
Legislação
Legislação fundamental
Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988 — Título VIII ("Da Ordem Social"), Capítulo II ("Da Seguridade Social"), Seção II ("Da Saúde").
Legislação Básica
Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 — Lei Orgânica da Saúde.
Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 — Dispõe sobre a participação da comunidade e transferências intergovernamentais.
Lei nº 8.689, de 27 de julho de 1993 — Extingue o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social).
Decreto nº 1.232, de 30 de agosto de 1994 — Regulamenta o repasse fundo a fundo.
Portarias do Ministério da Saúde
Portaria GM/MS nº 2.203 , de 5 de novembro de 1996 — Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde (NOB; disponível em PDF).
Portaria GM/MS nº 1.886, de 18 de dezembro de 1997 — Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programa de Saúde da Família (PSF).
Portaria GM/MS nº 3.916, de 30 de outubro de 1998 — Política Nacional de Medicamentos.
Portaria GM/MS nº 3.925, de 13 de novembro de 1998 — Manual para a Organização da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde.
Lei nº 9.782, de 26 de Janeiro de 1999 — Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999 — Medicamento genérico.
Lei nº 9.961, de 28 de Janeiro de 2000 — Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Portaria GM/MS n. º 95, de 26 de janeiro de 2001 — Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 2001)
Portaria GM/MS n. º 17, de 5 de janeiro de 2001 (republicada em 16 de fevereiro) — Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde
Portaria GM/MS nº 373, de 26 de fevereiro de 2002 — Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 2002)
Cartão do SUS.
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Rotina de Trabalho- exame laboratoriais
Exame laboratorial
Damos o nome de Exame Laboratorial ao conjunto de exames e testes realizados a pedido do médico, realizados em laboratórios de análise clínica, visando um diagnóstico ou confirmação para uma patologia ou para um check-up (exame de rotina).
Os exames laboratoriais são realizados Técnicos de Análises Clínicas e/ou Técnicos de Patológica Clínica(são ambos profissionais inseridos na área dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT)), que atuam sob a supervisão do médico ou licenciado em ciências farmacêuticas especializado(a) em Análises Clínicas ou Patologia Clínica.
O técnico de análises clínicas analisa os fluidos humanos ao passo que o técnico de anatomia patológica examina os tecidos.
Dentro do laboratório hospitalar de analises clínicas existem 5 áreas principais:
Hematologia
Microbiologia
Imunologia
Química Clínica
Banco de sangue
Apesar de muitos exames serem realizados por aparelhos para dar uma resposta rápida de forma a poupar tempo e salvar o máximo de vidas humanas, a maioria dos testes realizados em microbiologia e alguns de maior especificidade continuam a ser executados manualmente pois ainda não existe nenhum aparelho com capacidades tão complexas.
Os fluidos mais comuns para exame são: sangue, urina, fezes e expectoração, no entanto em ambiente hospitalar poderá ser encontrado ainda: liquido sinovial, pleural, céfalo-raquidiano, pús, etc.
Entre os exames mais rotineiros, temos: hemograma completo, bioquímica do sangue (dosagem de glicose, ureia, creatinina, colesterol total e fracções, triglicerídeos, ácido úrico, etc), hemostasia (coagulograma), imunologia (teste imunológico de gravidez, teste luético, antiestreptolisina o, proteína c reativa, etc), exame parasitológico de fezes, uroanálise, bacteriologia (culturas e antibiograma), etc.
Damos o nome de Exame Laboratorial ao conjunto de exames e testes realizados a pedido do médico, realizados em laboratórios de análise clínica, visando um diagnóstico ou confirmação para uma patologia ou para um check-up (exame de rotina).
Os exames laboratoriais são realizados Técnicos de Análises Clínicas e/ou Técnicos de Patológica Clínica(são ambos profissionais inseridos na área dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT)), que atuam sob a supervisão do médico ou licenciado em ciências farmacêuticas especializado(a) em Análises Clínicas ou Patologia Clínica.
O técnico de análises clínicas analisa os fluidos humanos ao passo que o técnico de anatomia patológica examina os tecidos.
Dentro do laboratório hospitalar de analises clínicas existem 5 áreas principais:
Hematologia
Microbiologia
Imunologia
Química Clínica
Banco de sangue
Apesar de muitos exames serem realizados por aparelhos para dar uma resposta rápida de forma a poupar tempo e salvar o máximo de vidas humanas, a maioria dos testes realizados em microbiologia e alguns de maior especificidade continuam a ser executados manualmente pois ainda não existe nenhum aparelho com capacidades tão complexas.
Os fluidos mais comuns para exame são: sangue, urina, fezes e expectoração, no entanto em ambiente hospitalar poderá ser encontrado ainda: liquido sinovial, pleural, céfalo-raquidiano, pús, etc.
Entre os exames mais rotineiros, temos: hemograma completo, bioquímica do sangue (dosagem de glicose, ureia, creatinina, colesterol total e fracções, triglicerídeos, ácido úrico, etc), hemostasia (coagulograma), imunologia (teste imunológico de gravidez, teste luético, antiestreptolisina o, proteína c reativa, etc), exame parasitológico de fezes, uroanálise, bacteriologia (culturas e antibiograma), etc.
Materiais de Laboratório
Lâmina (microscopia)
Lâminas para microscopia e lamínula de vidro. Uma típica lâmica 26 x 76 mm é mostrada com uma lamínula.
Lâmina para microscopio é uma peça retangular, normalmente de vidro, raramente em outros materiais, como o policarbonato e o acrílico, variando em dimensões que podem ir de 15 x 50 mm, até 50 x 76 mm, dependendo da aplicação, mas mais comumente no tamanho de 26 x 76 mm nos países que adotam o sistema métrico, medidas originárias do tamanho de 1 por 3 polegadas (tamanho que tornou-se padrão para a construção de microscópios).
Variam em espessura de 0,8 a 2 mm, também dependendo da aplicação, mas mais usualmente tem a espessura de 1 a 1,3 mm.
Podem ter uma ou duas extremidades fosqueadas, por jateamento ou corrosão, ou ainda por escovamento com abrasivos, ou ainda pintura por serigrafia, com a finalidade de ali se escrever anatações ou rolulá-las.
Podem ter as bordas simplesmente cortadas ou lapidadas, tornando seu uso mais seguro por causa do caráter cortante do vidro.
São ainda, para algumas aplicações, "escavadas", formando cavidades destinadas a reter volumes de líquidos a serem examinados ao microscópio.
Podem ainda ter sua superfície serigrafada com numerosas variações de "células" e divisões, com finalidades em análises em diversas aplicaçõesPodem ainda ter sua superfície serigrafada com numerosas variações de "células" e divisões, com finalidades em análises em diversas aplicações, como a microscopia de fluorescência, a bacteriologia e a virologia.
Pipeta e Micropipeta manual.
Uma pipeta é um instrumento de medição e transferência rigorosa de volumes líquidos.
Há dois tipos clássicos de pipetas:
* pipetas graduadas: possuem uma escala para medir volumes variáveis;
* pipetas volumétricas: possuem apenas um traço final, para indicar o volume fixo e final indicado por ela, sendo estas mais rigorosas que as graduadas.
Para utilizar uma destas pipetas é também necessário uma própipeta ou pompete, um pipet-aid ou um macro-filler. Estes podem ser colocados na ponta superior da pipeta, produzindo um abaixamento da pressão de seu interior e provocando a aspiração do líquido de tal forma a preencher a pipeta no volume desejado.
Um outro tipo de pipetas, usado especialmente em laboratórios de biologia, bioquímica ou quando há a necessidade de se transferir volumes muito reduzidos, é a micropipeta (imagem à direita). Esta permite medir pequenos volumes, da ordem de microlitros, porém, com precisão e exactidão geralmente inferiores às obtidas pelas pipetas graduadas e volumétricas de maior volume.
Este tipo de pipeta utiliza pontas (no Brasil são chamadas ponteiras) descartáveis, feitas de polipropileno.
O líquido aspirado por elas não entra ou não deve entrar no corpo principal da micropipeta, sob risco de adulterá-la e descalibrá-la.
Para biologia molecular, são utilizadas pontas com um filtro de polipropileno para não haver uma contaminação da micropipeta.
A micropipeta pode ser digital e electrónica.
A maioria das micropipetas são monocanais mas também existem micropipetas multicanais 8 e 12 canais.
A micropipeta mais precisa do mundo é uma pipeta que mede zeptolitros e foi inventada pelo Brookhaven National Laboratory.
Tipos de pipetas:
Pipeta volumetrica->Dispensa de volume fixo
Pipeta Mohr->Dispensa de volume variável
Pipeta Sorológica->Dispensa de volume variável
Pipeta Ostwald-Folin->Dispensa de volume fixo
Pipeta Lambda->Dispensa de volume fixo
Micropipeta digital monocanal->Dispensa de volume fixo ou variável
Micropipeta digital multicanal->Dispensa de volume variável
Micropipeta electrónica->Dispensa de volume fixo ou variável
Micropipeta electrónica multicanal->Dispensa de volume variável
Pipeta graduada
Limites de erro em pipetas ( mL )/Capacidade (até)/Límite de erro
2
0,006
5
0,01
10
0,02
30
0,03
50
0,05
100
0,08
200
0,10
Lâminas para microscopia e lamínula de vidro. Uma típica lâmica 26 x 76 mm é mostrada com uma lamínula.
Lâmina para microscopio é uma peça retangular, normalmente de vidro, raramente em outros materiais, como o policarbonato e o acrílico, variando em dimensões que podem ir de 15 x 50 mm, até 50 x 76 mm, dependendo da aplicação, mas mais comumente no tamanho de 26 x 76 mm nos países que adotam o sistema métrico, medidas originárias do tamanho de 1 por 3 polegadas (tamanho que tornou-se padrão para a construção de microscópios).
Variam em espessura de 0,8 a 2 mm, também dependendo da aplicação, mas mais usualmente tem a espessura de 1 a 1,3 mm.
Podem ter uma ou duas extremidades fosqueadas, por jateamento ou corrosão, ou ainda por escovamento com abrasivos, ou ainda pintura por serigrafia, com a finalidade de ali se escrever anatações ou rolulá-las.
Podem ter as bordas simplesmente cortadas ou lapidadas, tornando seu uso mais seguro por causa do caráter cortante do vidro.
São ainda, para algumas aplicações, "escavadas", formando cavidades destinadas a reter volumes de líquidos a serem examinados ao microscópio.
Podem ainda ter sua superfície serigrafada com numerosas variações de "células" e divisões, com finalidades em análises em diversas aplicaçõesPodem ainda ter sua superfície serigrafada com numerosas variações de "células" e divisões, com finalidades em análises em diversas aplicações, como a microscopia de fluorescência, a bacteriologia e a virologia.
Pipeta e Micropipeta manual.
Uma pipeta é um instrumento de medição e transferência rigorosa de volumes líquidos.
Há dois tipos clássicos de pipetas:
* pipetas graduadas: possuem uma escala para medir volumes variáveis;
* pipetas volumétricas: possuem apenas um traço final, para indicar o volume fixo e final indicado por ela, sendo estas mais rigorosas que as graduadas.
Para utilizar uma destas pipetas é também necessário uma própipeta ou pompete, um pipet-aid ou um macro-filler. Estes podem ser colocados na ponta superior da pipeta, produzindo um abaixamento da pressão de seu interior e provocando a aspiração do líquido de tal forma a preencher a pipeta no volume desejado.
Um outro tipo de pipetas, usado especialmente em laboratórios de biologia, bioquímica ou quando há a necessidade de se transferir volumes muito reduzidos, é a micropipeta (imagem à direita). Esta permite medir pequenos volumes, da ordem de microlitros, porém, com precisão e exactidão geralmente inferiores às obtidas pelas pipetas graduadas e volumétricas de maior volume.
Este tipo de pipeta utiliza pontas (no Brasil são chamadas ponteiras) descartáveis, feitas de polipropileno.
O líquido aspirado por elas não entra ou não deve entrar no corpo principal da micropipeta, sob risco de adulterá-la e descalibrá-la.
Para biologia molecular, são utilizadas pontas com um filtro de polipropileno para não haver uma contaminação da micropipeta.
A micropipeta pode ser digital e electrónica.
A maioria das micropipetas são monocanais mas também existem micropipetas multicanais 8 e 12 canais.
A micropipeta mais precisa do mundo é uma pipeta que mede zeptolitros e foi inventada pelo Brookhaven National Laboratory.
Tipos de pipetas:
Pipeta volumetrica->Dispensa de volume fixo
Pipeta Mohr->Dispensa de volume variável
Pipeta Sorológica->Dispensa de volume variável
Pipeta Ostwald-Folin->Dispensa de volume fixo
Pipeta Lambda->Dispensa de volume fixo
Micropipeta digital monocanal->Dispensa de volume fixo ou variável
Micropipeta digital multicanal->Dispensa de volume variável
Micropipeta electrónica->Dispensa de volume fixo ou variável
Micropipeta electrónica multicanal->Dispensa de volume variável
Pipeta graduada
Limites de erro em pipetas ( mL )/Capacidade (até)/Límite de erro
2
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5
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10
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Elementos de Estudos da Patologia
Hematologia
Hematologia é o ramo da biologia que estuda o sangue.
palavra é composta pelos radicais gregos: Haima (de haimatos), "sangue" e lógos, "estudo, tratado, discurso".
A Hematologia estuda, particularmente, os elementos figurados do sangue:
hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas.
Estuda, também, a produção desses elementos e os órgãos onde eles são produzidos
(órgãos hematopoiéticos): medula óssea, baço e linfonodos.
Além de estudar o estado de normalidade dos elementos sangüíneos e dos órgãos hematopoíéticos, estuda também as doenças a eles relacionadas (hemopatias).
Classificação das doenças hematológicas
Anemias: anemia ferropriva, anemia megaloblástica, anemia perniciosa, hemoglobinopatias, anemias hemolíticas, anemia hemolítica auto-imune, esferocitose, entre outras.
Hemoglobinopatias: doença falciforme, talassemia, hemoglobinopatia C, entre outras.
Coagulopatias: trombocitose, trombocitopenia, coagulação intravascular disseminada, hemofilias, doença de von Willebrand, tromboastenia de Glaznmann, entre outras.
Doenças hematológicas malignas:linfomas, leucemias, mielomas, plasmocitoma.
Doenças mieloproliferativas: policitemia vera, leucocitose, entre outras.
Exames Laboratoriais
Os mais comuns são: hemograma, contagem de plaquetas, hemoglobina, contagem de leucócitos, biopsia de medula óssea, tempo de tromboplastina parcialmente ativada (TTPA), tempo de protrombina, fibrinogênio, dímeros-D, dosagens de fatores de coagulação, entre outros.
Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia
Hematologia é o ramo da biologia que estuda o sangue.
palavra é composta pelos radicais gregos: Haima (de haimatos), "sangue" e lógos, "estudo, tratado, discurso".
A Hematologia estuda, particularmente, os elementos figurados do sangue:
hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas.
Estuda, também, a produção desses elementos e os órgãos onde eles são produzidos
(órgãos hematopoiéticos): medula óssea, baço e linfonodos.
Além de estudar o estado de normalidade dos elementos sangüíneos e dos órgãos hematopoíéticos, estuda também as doenças a eles relacionadas (hemopatias).
Classificação das doenças hematológicas
Anemias: anemia ferropriva, anemia megaloblástica, anemia perniciosa, hemoglobinopatias, anemias hemolíticas, anemia hemolítica auto-imune, esferocitose, entre outras.
Hemoglobinopatias: doença falciforme, talassemia, hemoglobinopatia C, entre outras.
Coagulopatias: trombocitose, trombocitopenia, coagulação intravascular disseminada, hemofilias, doença de von Willebrand, tromboastenia de Glaznmann, entre outras.
Doenças hematológicas malignas:linfomas, leucemias, mielomas, plasmocitoma.
Doenças mieloproliferativas: policitemia vera, leucocitose, entre outras.
Exames Laboratoriais
Os mais comuns são: hemograma, contagem de plaquetas, hemoglobina, contagem de leucócitos, biopsia de medula óssea, tempo de tromboplastina parcialmente ativada (TTPA), tempo de protrombina, fibrinogênio, dímeros-D, dosagens de fatores de coagulação, entre outros.
Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia
Patologia em detalhes
Patologia
Patologia (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados.
Ela envolve tanto a ciência básica quando a prática clínica, e é devotada ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças.
Pelo uso de técnicas microbiológicas, imunológicas e exames moleculares, a patologia tenta explicar as razões e a localização dos sinais e sintomas manifestos pelos pacientes, enquanto fornece uma base para os cuidados clínicos e a terapia.
A patologia é exercida pelo especialista em anatomia patológica, denominado patologista ou anátomo-patologista, médico formado que, por determinação da Associação Médica Brasileira, deve completar 3 anos de pós-graduação em treinamento em serviço, a chamada residência.
Divisão da Patologia
Tradicionalmente, o estudo da patologia é dividido em patologia geral e patologia especial.
A primeira está envolvida com as reações básicas das células e tecidos a estímulos anormais provocados pelas doenças. A última examina as respostas específicas de órgãos especializados e tecidos a estímulos mais ou menos bem definidos.
O patologista pode ser também o cirurgião dentista especializado em patologia bucal.
Aspectos de um processo de doença
Os quatro aspectos da doença que a patologia estuda são:
Etiologia ou causa das doenças.
A patogenia, que é o processo de eventos do estímulo inicial até a expressão morfológica da doença.
As alterações morfológicas, que são as alterações estruturais em células e tecidos características da doença ou diagnósticas dos processos etiológicos.
Distúrbios funcionais e significado clínico. A natureza das alterações morfológicas e sua distribuição nos diferentes tecidos influenciam o funcionamento normal e determinam as características clínicas, o curso e também o prognóstico da doença.
Os outros aspectos da doença que não são de abrangência da patologia são a propedêutica e a terapêutica.
Centro Brasileiro de Classificação de Doenças - CBCD
Sociedade Brasileira de Patologia
International Classification of Diseases (ICD)
Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades
Photo Researchers To Your Health Pathogens
domingo, 23 de março de 2008
Atuação do Profissional
Patologia clínica
Patologia clínica ou medicina laboratorial é uma especialidade médica que tem por objetivo auxiliar os médicos de diversas especialidades no diagnóstico e acompanhamento clínico de estados de saúde e doença, através da análise de sangue, urina, fezes e outros fluidos orgânicos (como líquor, líquido sinovial, líquido ascítico, fluido seminal, etc).
No Brasil a especialidade é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com o nome de "Patologia Clínica/Medicina Laboratorial" e em nível técnico pelo Conselho Federal de Farmácia
(CFF)
Deve ser diferenciada de patologia cirúrgica ou anatomia patológica, especialidade que tem por objeto de análise os tecidos sólidos do corpo humano, geralmente obtidos por meio de biópsia.
A Patologia Clínica apresenta as subespecialidades:
Bioquímica : Ocupa-se em analisar os componentes químicos do sangue, urina e fluidos orgânicos.
Hematologia : Analisa os componentes celulares do sangue, e eventualmente de outros fluidos orgânicos.
Imunohematologia :Avalia as reações imunes dentro do sangue, especializando-se na análise dos antígenos eritrocitários e suas interações com os respectivos anticorpos. Reveste-se de importância particular na Hemoterapia ou medicina transfusional.
Imunologia (sorologia) : Avalia o sangue (e eventualmente outros fluidos orgânicos) e componentes, através de suas interações imunológicas, ou seja, das reações antígeno - anticorpo.
Microbiologia : Estuda a flora microbiológica humana normal e patológica, detectando a presença de vírus, bactérias e fungos em amostras de procedência humana. Este estudo pode se estender também à análise dos microorganismos presentes nos ambientes ocupados pelo ser humano e objetos por ele utilizados.
Bacteriologia : Subespecialidade da microbiologia cujo objeto de estudo são as bactérias, incluindo sua identificação, caracterização e avaliação de susceptibilidade a antimicrobianos.
Micologia : Subespecialidade da microbiologia que estuda os fungos e micotoxinas.
Virologia : Subespecialidade da microbiologia que se ocupa da a análise dos vírus.
Parasitologia : É a subespecialidade da Patologia Clínica que analisa as características dos parasitas externos (ectoparasitas) e internos (endoparasitas) do homem.
Inclui o estudo dos protozoários parasitas sistêmicos --- como os plasmódios (causadores da malária), através de métodos de detecção direta e indireta, o estudo dos artrópodes parasitas e a coprologia ou estudo macroscópico, microscópico e químico das fezes com o objetivo de se determinar o diagnóstico e prognóstico de doenças e parasitoses do sistema gastrointestinal.
Uranálise : Analisa a urina e, eventualmente, outros fluidos orgânicos.
Biologia Molecular --- Compreende o estudo especializado de biomoléculas, tais como o DNA e RNA
Genética Médica --- Ocupa-se do estudo da genética humana, em especial as cromossomopatias.
Genética Bioquímica: Estuda, através de análises bioquímicas, as anomalias genéticas caracterizadas como erros inatos do metabolismo.
As modernas exigências de qualidade dos resultados em análises clínicas fizeram surgir o que hoje já é por alguns considerada uma nova subespecialidade, a garantia de qualidade. Esta opera sobre todas as demais, visando a manter a excelência das análises, incluindo a sua precisão e exatidão, e o melhoramento continuado em todos os seus aspectos. Usa como instrumentos principais a estatística e a criação e análise de indicadores de qualidade.
Profissionais envolvidos
No Brasil, O médico patologista clínico passa por uma formação que inclui, além dos 6 anos regulamentares do curso superior em medicina, mais três anos de residência médica, sendo 1 ano em clínica médica e 2 anos em Laboratório de análises clínicas.
No seu trabalho, conta com o auxílio de outros profissionais, dentre eles:
Nível superior:
Biólogo.
Biomédico
Bioquímico.
Farmacêutico.
Químico.
Nível médio: Técnico de laboratório reconhecido pelo (Conselho Federal de Farmácia)
São compartilhadas com estes profissionais, até o limite de responsabilidade de cada um, as diversas atividades e competências necessárias ao bom desempenho do ofício.
As atribuições de cada profissional, bem como os limites de sua atuação, podem ser consultadas na CBO - Classificação Brasileira de Ocupações, no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediante a modernidade tecnológica que significa, hoje em dia, a automação e a informatização da maioria dos processos de análise, deve também o profissional possuir conhecimentos básicos nas áreas de engenharia e informática, que viabilizem sua interação freqüente com os respectivos profissionais, também comumente envolvidos como auxiliares valiosos em todos os processos de análise.
Existem certas ambigüidades envolvendo a Patologia Clínica que devem ser comentadas
No Brasil, podem atuar como responsáveis técnicos por laboratórios de análses clínicas:
O médico patologista clínico;
O farmacêutico/bioquímico com formação superior enfatizando a área de Análises Clínicas;
Outros profissionais paramédicos, desde que habilitados por Especialização em Análises Clínicas.
O especialista médico em hematologia e hemoterapia, habilitado a efetuar alguns procedimentos especializados como biópsia de medula óssea, é o profissional médico que realiza diagnóstico e acompanhamento clínico em patologias envolvendo oncologia hematológica, hemoterapia e coagulação/hemostasia.
Este especialista normalmente não está habilitado em Patologia Clínica (a menos que também dotado de formação específica nesta área), fazendo portanto uso de seus serviços como cliente médico.
A análise da celularidade de certos fluidos orgânicos, como o líquido sinovial, o líquido cérebro-espinhal ou líquor, o líquido ascítico ou peritoneal, o fluido pleural e o fluido seminal podem ser compreendidos como escopo tanto da subespecialidade de hematologia como da urinálise. Estas análises incluem também a caracterização bioquímica desses fluidos, que recorre a técnicas próprias da bioquímica.
Fala-se portanto em Hematologia e Análise de Fluidos Orgânicos ou Urinálise e Análise de Fluidos Orgânicos.
Patologia Cirúrgica, também conhecida como Anatomia Patológica, é uma especialidade médica que interage com a Patologia Clínica, e compreende caracteristicamente a análise de matériais sólidos de origem humana, obtidos por meio de biópsia.
Patologista Cirúrgico usualmente não é habilitado em Patologia Clínica, a não ser que também tenha desenvolvido formação específica na área, embora eventualmente uma especialidade possa emprestar técnicas características da outra.
A Especialidade de "Química Clínica" (Clinical Chemistry) encontrada nos Estados Unidos corresponde grosseiramente à bioquímica no Brasil.
Entretanto não temos no Brasil uma Associação exclusiva como a American Association of Clinical Chemistry.
No Brasil:
Classificação Brasileira de Ocupações
Conselho Federal de Medicina
Sociedade Brasileira de Análises Clínicas
Sociedade Brasileira de Patologia
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial
Nos Estados Unidos:
American Association of Clinical Chemistry
American Society of Clinical Pathology
College of American Pathologists
Patologia clínica ou medicina laboratorial é uma especialidade médica que tem por objetivo auxiliar os médicos de diversas especialidades no diagnóstico e acompanhamento clínico de estados de saúde e doença, através da análise de sangue, urina, fezes e outros fluidos orgânicos (como líquor, líquido sinovial, líquido ascítico, fluido seminal, etc).
No Brasil a especialidade é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com o nome de "Patologia Clínica/Medicina Laboratorial" e em nível técnico pelo Conselho Federal de Farmácia
(CFF)
Deve ser diferenciada de patologia cirúrgica ou anatomia patológica, especialidade que tem por objeto de análise os tecidos sólidos do corpo humano, geralmente obtidos por meio de biópsia.
A Patologia Clínica apresenta as subespecialidades:
Bioquímica : Ocupa-se em analisar os componentes químicos do sangue, urina e fluidos orgânicos.
Hematologia : Analisa os componentes celulares do sangue, e eventualmente de outros fluidos orgânicos.
Imunohematologia :Avalia as reações imunes dentro do sangue, especializando-se na análise dos antígenos eritrocitários e suas interações com os respectivos anticorpos. Reveste-se de importância particular na Hemoterapia ou medicina transfusional.
Imunologia (sorologia) : Avalia o sangue (e eventualmente outros fluidos orgânicos) e componentes, através de suas interações imunológicas, ou seja, das reações antígeno - anticorpo.
Microbiologia : Estuda a flora microbiológica humana normal e patológica, detectando a presença de vírus, bactérias e fungos em amostras de procedência humana. Este estudo pode se estender também à análise dos microorganismos presentes nos ambientes ocupados pelo ser humano e objetos por ele utilizados.
Bacteriologia : Subespecialidade da microbiologia cujo objeto de estudo são as bactérias, incluindo sua identificação, caracterização e avaliação de susceptibilidade a antimicrobianos.
Micologia : Subespecialidade da microbiologia que estuda os fungos e micotoxinas.
Virologia : Subespecialidade da microbiologia que se ocupa da a análise dos vírus.
Parasitologia : É a subespecialidade da Patologia Clínica que analisa as características dos parasitas externos (ectoparasitas) e internos (endoparasitas) do homem.
Inclui o estudo dos protozoários parasitas sistêmicos --- como os plasmódios (causadores da malária), através de métodos de detecção direta e indireta, o estudo dos artrópodes parasitas e a coprologia ou estudo macroscópico, microscópico e químico das fezes com o objetivo de se determinar o diagnóstico e prognóstico de doenças e parasitoses do sistema gastrointestinal.
Uranálise : Analisa a urina e, eventualmente, outros fluidos orgânicos.
Biologia Molecular --- Compreende o estudo especializado de biomoléculas, tais como o DNA e RNA
Genética Médica --- Ocupa-se do estudo da genética humana, em especial as cromossomopatias.
Genética Bioquímica: Estuda, através de análises bioquímicas, as anomalias genéticas caracterizadas como erros inatos do metabolismo.
As modernas exigências de qualidade dos resultados em análises clínicas fizeram surgir o que hoje já é por alguns considerada uma nova subespecialidade, a garantia de qualidade. Esta opera sobre todas as demais, visando a manter a excelência das análises, incluindo a sua precisão e exatidão, e o melhoramento continuado em todos os seus aspectos. Usa como instrumentos principais a estatística e a criação e análise de indicadores de qualidade.
Profissionais envolvidos
No Brasil, O médico patologista clínico passa por uma formação que inclui, além dos 6 anos regulamentares do curso superior em medicina, mais três anos de residência médica, sendo 1 ano em clínica médica e 2 anos em Laboratório de análises clínicas.
No seu trabalho, conta com o auxílio de outros profissionais, dentre eles:
Nível superior:
Biólogo.
Biomédico
Bioquímico.
Farmacêutico.
Químico.
Nível médio: Técnico de laboratório reconhecido pelo (Conselho Federal de Farmácia)
São compartilhadas com estes profissionais, até o limite de responsabilidade de cada um, as diversas atividades e competências necessárias ao bom desempenho do ofício.
As atribuições de cada profissional, bem como os limites de sua atuação, podem ser consultadas na CBO - Classificação Brasileira de Ocupações, no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediante a modernidade tecnológica que significa, hoje em dia, a automação e a informatização da maioria dos processos de análise, deve também o profissional possuir conhecimentos básicos nas áreas de engenharia e informática, que viabilizem sua interação freqüente com os respectivos profissionais, também comumente envolvidos como auxiliares valiosos em todos os processos de análise.
Existem certas ambigüidades envolvendo a Patologia Clínica que devem ser comentadas
No Brasil, podem atuar como responsáveis técnicos por laboratórios de análses clínicas:
O médico patologista clínico;
O farmacêutico/bioquímico com formação superior enfatizando a área de Análises Clínicas;
Outros profissionais paramédicos, desde que habilitados por Especialização em Análises Clínicas.
O especialista médico em hematologia e hemoterapia, habilitado a efetuar alguns procedimentos especializados como biópsia de medula óssea, é o profissional médico que realiza diagnóstico e acompanhamento clínico em patologias envolvendo oncologia hematológica, hemoterapia e coagulação/hemostasia.
Este especialista normalmente não está habilitado em Patologia Clínica (a menos que também dotado de formação específica nesta área), fazendo portanto uso de seus serviços como cliente médico.
A análise da celularidade de certos fluidos orgânicos, como o líquido sinovial, o líquido cérebro-espinhal ou líquor, o líquido ascítico ou peritoneal, o fluido pleural e o fluido seminal podem ser compreendidos como escopo tanto da subespecialidade de hematologia como da urinálise. Estas análises incluem também a caracterização bioquímica desses fluidos, que recorre a técnicas próprias da bioquímica.
Fala-se portanto em Hematologia e Análise de Fluidos Orgânicos ou Urinálise e Análise de Fluidos Orgânicos.
Patologia Cirúrgica, também conhecida como Anatomia Patológica, é uma especialidade médica que interage com a Patologia Clínica, e compreende caracteristicamente a análise de matériais sólidos de origem humana, obtidos por meio de biópsia.
Patologista Cirúrgico usualmente não é habilitado em Patologia Clínica, a não ser que também tenha desenvolvido formação específica na área, embora eventualmente uma especialidade possa emprestar técnicas características da outra.
A Especialidade de "Química Clínica" (Clinical Chemistry) encontrada nos Estados Unidos corresponde grosseiramente à bioquímica no Brasil.
Entretanto não temos no Brasil uma Associação exclusiva como a American Association of Clinical Chemistry.
No Brasil:
Classificação Brasileira de Ocupações
Conselho Federal de Medicina
Sociedade Brasileira de Análises Clínicas
Sociedade Brasileira de Patologia
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial
Nos Estados Unidos:
American Association of Clinical Chemistry
American Society of Clinical Pathology
College of American Pathologists
Traçando o perfil Profissional
Técnico em Laboratório,Patologia Clínica ,Analise Clínica
Funções
Os técnicos de laboratório (ramo de Biotecnologia) são profissionais responsáveis pela análise de microorganismos, processo em que prestam especial atenção às reações destes corpos com outro tipo de substâncias (o mais variadas possível), a fim de obter a produção de produtos derivados de microorganismos e células cultivadas.
Faz parte das suas funções analisar, também, a reacção de microorganismos em contacto com o meio ambiente. Todo este trabalho de investigação laboratorial é, geralmente, desenvolvido para a indústria alimentar e farmacêutica.
Funções destes profissionais variam conforme o seu campo de atuação e requerem, normalmente, um trabalho de equipa com elementos com diferentes habilitações acadêmicas.
Poderemos encontrar este profissional a auxiliar médicos e bioquímicos, nas análises e manutenção de organismos vivos, a fim de determinar as suas composições químicas; a trabalhar em conjunto com farmacêuticos, médicos e bioquímicos em aperfeiçoamento de novos processos de conservação de alimentos e bebidas, vacinas, águas residuais, com o objetivo de permitir a sua utilização na indústria e medicina.
Executar ou auxiliar outros profissionais a fazer exames à urina e fezes.
O desenvolvimento da Biotecnologia permite uma maior interacção entre a Biologia e a tecnologia de produção no uso de recursos naturais, permitindo, a prazo, um crescimento económico sustentado
Perfil
Trata-se de um profissional com capacidade técnica, deverá nortear a sua atividade através do respeito por princípios éticos e deontológicos claros e precisos.
Deve ter uma grande curiosidade pelo trabalho que desenvolve e, essencialmente, aptidão e gosto pelo trabalho experimental laboratorial.
Deve primar por ser bastante organizado, tendo em conta que a sua atividade é bastante complexa e qualquer erro em relação a uma experiência laboratorial mal conduzida pode provocar elevados estragos ao nível profissional e financeiro.
Técnico de Laboratório deve possuir capacidade de comunicação oral e escrita, já que passa grande parte do seu tempo a produzir informação e que terá de fazê-lo nas melhores condições.
Paralelamente, são exigidos conhecimentos ao nível da informática, uma vez que a natureza complexa e a enorme variedade de informação existente requer um auxílio das mais modernas tecnologias.
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