segunda-feira, 24 de março de 2008

Materiais de Laboratório

Lâmina (microscopia)

Lâminas para microscopia e lamínula de vidro. Uma típica lâmica 26 x 76 mm é mostrada com uma lamínula.

Lâmina para microscopio é uma peça retangular, normalmente de vidro, raramente em outros materiais, como o policarbonato e o acrílico, variando em dimensões que podem ir de 15 x 50 mm, até 50 x 76 mm, dependendo da aplicação, mas mais comumente no tamanho de 26 x 76 mm nos países que adotam o sistema métrico, medidas originárias do tamanho de 1 por 3 polegadas (tamanho que tornou-se padrão para a construção de microscópios).

Variam em espessura de 0,8 a 2 mm, também dependendo da aplicação, mas mais usualmente tem a espessura de 1 a 1,3 mm.

Podem ter uma ou duas extremidades fosqueadas, por jateamento ou corrosão, ou ainda por escovamento com abrasivos, ou ainda pintura por serigrafia, com a finalidade de ali se escrever anatações ou rolulá-las.

Podem ter as bordas simplesmente cortadas ou lapidadas, tornando seu uso mais seguro por causa do caráter cortante do vidro.

São ainda, para algumas aplicações, "escavadas", formando cavidades destinadas a reter volumes de líquidos a serem examinados ao microscópio.

Podem ainda ter sua superfície serigrafada com numerosas variações de "células" e divisões, com finalidades em análises em diversas aplicaçõesPodem ainda ter sua superfície serigrafada com numerosas variações de "células" e divisões, com finalidades em análises em diversas aplicações, como a microscopia de fluorescência, a bacteriologia e a virologia.

Pipeta e Micropipeta manual.

Uma pipeta é um instrumento de medição e transferência rigorosa de volumes líquidos.
Há dois tipos clássicos de pipetas:

* pipetas graduadas: possuem uma escala para medir volumes variáveis;

* pipetas volumétricas: possuem apenas um traço final, para indicar o volume fixo e final indicado por ela, sendo estas mais rigorosas que as graduadas.

Para utilizar uma destas pipetas é também necessário uma própipeta ou pompete, um pipet-aid ou um macro-filler. Estes podem ser colocados na ponta superior da pipeta, produzindo um abaixamento da pressão de seu interior e provocando a aspiração do líquido de tal forma a preencher a pipeta no volume desejado.

Um outro tipo de pipetas, usado especialmente em laboratórios de biologia, bioquímica ou quando há a necessidade de se transferir volumes muito reduzidos, é a micropipeta (imagem à direita). Esta permite medir pequenos volumes, da ordem de microlitros, porém, com precisão e exactidão geralmente inferiores às obtidas pelas pipetas graduadas e volumétricas de maior volume.
Este tipo de pipeta utiliza pontas (no Brasil são chamadas ponteiras) descartáveis, feitas de polipropileno.

O líquido aspirado por elas não entra ou não deve entrar no corpo principal da micropipeta, sob risco de adulterá-la e descalibrá-la.

Para biologia molecular, são utilizadas pontas com um filtro de polipropileno para não haver uma contaminação da micropipeta.

A micropipeta pode ser digital e electrónica.

A maioria das micropipetas são monocanais mas também existem micropipetas multicanais 8 e 12 canais.

A micropipeta mais precisa do mundo é uma pipeta que mede zeptolitros e foi inventada pelo Brookhaven National Laboratory.

Tipos de pipetas:

Pipeta volumetrica->Dispensa de volume fixo

Pipeta Mohr->Dispensa de volume variável

Pipeta Sorológica->Dispensa de volume variável

Pipeta Ostwald-Folin->Dispensa de volume fixo

Pipeta Lambda->Dispensa de volume fixo

Micropipeta digital monocanal->Dispensa de volume fixo ou variável

Micropipeta digital multicanal->Dispensa de volume variável

Micropipeta electrónica->Dispensa de volume fixo ou variável

Micropipeta electrónica multicanal->Dispensa de volume variável

Pipeta graduada

Limites de erro em pipetas ( mL )/Capacidade (até)/Límite de erro

2

0,006

5

0,01

10

0,02

30

0,03

50

0,05

100

0,08

200

0,10

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